segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

É como tentar parar esse trem...

Com flores no trilho e acenar para você.














                                                       

Caminhamos tão apressados, que nos perdemos em nossos próprios passos, e inventamos loucuras com problemas tão comuns. O trem da vida tem a velocidade que permitimos ter, o ritmo que autorizamos. Mas isso só é viável quando estamos no comando. Quando perdemos o equilíbrio da velocidade do trem, a vida fica tão veloz, e acabamos obedecendo ao ritmo da locomotiva, confusa e apressada correndo para um túnel escuro e sem fim. Ficamos estressados, com raiva de tudo, dominado por medos e inseguranças do mundo, acabamos por não lembrar qual é o número do nosso vagão e vagamos pelos alheios corruptos que nos humilham e ofendem quando chegamos onde não se é chamado. A vida é tão rápida quando estamos fora dela, é como tentar parar esse trem com flores nos trilho e acenar para você, nessa minha velocidade alguém vai me ver?
E as flores ficam no trilho e permaneço sem acenar para você. Até aprender a dominar a locomotiva chamada, vida.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

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"O que somos é um presente que a vida nos dá. O que nós seremos é um presente que daremos à vida". (Herbert de Souza)

Êfemero... (de pouca duração, passageiro, transitório)

  
                                                         
Se pudessemos ter conciencia de como nossa vida é efêmera, talvez pensássemos
duas vezes antes de jogar fora todas as aportunidades que temos de ser e de fazer
os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais.Algumas, mesmo ainda em botão.
Há sementes que nunca brotaram, e há aquelas flores que vivem a vida inteira
até que, petala por petala , tranquilas, vividas se entregam ao vento.
Mas agente não sabe adivinhar.Agente não sabe por quanto tempo estaremos
enfeitando este Éden e tampouco aquelasa flores que foram plantadas a nosso redor.
E descuidamos.Cuidamos pouco.De nós, dos outros.

Nos entristecemos com coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos.
Perdemos dias e as vezes anos.Nos calamos quando deveriamos falar; falamos
demais quando deveriamos ficar em silêncio.
Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação.
Não damos um beijo carinhoso"porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que
gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece, e continuamos os mesmos, fechados em
nós.
Reclamamos que não temos ou achamos que não temos o suficiente.
Cobramos dos outros, da vida , e de nós mesmos.
Nos consumimos.Costumamos comparar nossas vidas com aqueles que tem mais que agente.
e se experimentassemos comparar com aqueles que tem menos?
Isso faria uma grande diferença!
Passamos pela vida e não vivemos.Sobrevivemos, pois não sabemos fazer outra coisa.
Até que inesperadamente, acordamos e olhamos para trás,e nos perguntamos:E agora?
Agora,HOJE, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar um abraço amigo, de dizer palavras
gentis, e ter um gesto carinhoso.

Não olhe para trás.O que passou passou.
O que perdemos, perdemos.
OLHE PARA FRENTE

Ainda é tempo de apreciar as flores que ainda estão inteiras ao nosso redor.

Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera ainda está em nós.
Pense.
Não se perca mais...!

be
ei
ij
jo
oc
ca
ar
ri
in
nh
ho
os
so
o"
Aos adoráveis aprendizes dessa vida,
eu e você.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quase resolvida

     Estou quase resolvida, mas tem coisa que ainda não resolvi e quero muito resolver, e vou descobrir e terminar logo com esse joguinho! Quantas vezes vou ter que dizer que o flamengo é melhor do que qualquer outro time brasileiro? Joguinho besta esse que quero mesmo resolver, os outros times são apenas nomes e nomes nada que amendronte a raça rubro negra. Gostou?
     Sem gramados de futebol, vamos ao joguinho que faço comigo mesma, e que tardo a resolver. Preciso superar meus medinhos e inseguranças que me fazem voltar ao passado como se  ele ali estivesse, quando na verdade o mundo não parou, o mundo continua girando, e eu aqui boba da ‘Silva’, continuo parada esperando dar continuidade em algo que não existe mais e nem existirá. Então pretendo esclarecer dentro de mim que meus sentimentos serão sinceros, sem prender e sem apegar para que eu me sinta livre dentro de mim mesma. 
     Muitas coisas se resolvem da noite para o dia, ou do dia para a noite, mas se resolvem. O tempo que estive ausente de mim mesma decidi que vou respeitar o que sinto e não fazer dramas pessoais, sociais, culturais e mercadológicos com coisas que já passaram e já estão enterradas e só, e somente eu, pretendo desterra. Acorda morena, a princesa perdeu o sapato porque esperou o príncipe trazer, e ele não voltou.
Para qual time você torce mesmo?

Calada da noite

A chuva que escorre serena no meio da noite desenha levemente as vidraças onde me encontro. Me apoio em um afogamento angustiado de um dia cheio. Cheio de mim e dos meus pensamentos trançados em medos e inseguranças.
E no silêncio que adormece minha coragem, danço o bálsamo dos meus solitários versos que se encontram nas esquinas de cada ponto, interrompidos pela melodia amedrontada do novo dia. Prevalece o meu temor pelo desconhecido, do intangível e impugnante mistério que o amanhã me esconde.
Que o sol, posto que amanhecerá, acenda em meu coração a chama capaz de enxugar toda essa inundação presente na calada da noite.